Como o CIPEM transforma a floresta em um vetor de desenvolvimento, proteção ambiental e oportunidades para milhares de famílias.
Em meio à biodiversidade da Amazônia Legal, o manejo florestal sustentável é uma ferramenta que alia conservação e desenvolvimento. Ele permite o uso inteligente da floresta: apenas árvores selecionadas, em áreas previamente estudadas, são colhidas, respeitando o tempo natural de regeneração. Com esse sistema, a floresta permanece viva, produtiva e renovável.
Esse modelo reduz a pressão sobre o desmatamento ilegal, fortalece a economia local e coloca o Brasil como referência internacional em produção madeireira responsável.
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Área manejada | 5,02 milhões de hectares em 2024, com meta de atingir 6 milhões até 2030. |
| Espécies exploradas | Cerca de 50 espécies nativas, com autorização legal e rastreamento. |
| Ciclo de regeneração | 25 a 35 anos, tempo necessário para uma nova colheita na mesma área. |
| Empregos diretos | Aproximadamente 12.700 trabalhadores no setor madeireiro legalizado. |
| Exportações em 2023 | US$ 104,6 milhões em produtos florestais enviados a 61 países. |
| Norma | Impacto |
|---|---|
| ABNT PR 1020 | Estabelece critérios de rastreabilidade da madeira e certificação desde 2024. |
| IN 28 / IN 05 | Regulam a exploração de espécies sob controle da CITES, como ipê e cumaru. |
| Lei Complementar 786 | Amplia o prazo de validade da Autex (autorização de exploração) de 12 para 24 meses. |
| “Piracema da madeira” | Suspende o transporte de toras entre 1º de fevereiro e 1º de abril para proteger os solos durante o período de chuvas intensas. |
Entre os principais desafios do setor estão a morosidade na análise dos planos de manejo, pendências no CAR (Cadastro Ambiental Rural) e entraves burocráticos junto aos órgãos federais e estaduais. No entanto, avanços têm ocorrido: reuniões recentes entre CIPEM, Ibama e Sema vêm destravando processos, especialmente no que diz respeito às espécies listadas na CITES.
O CIPEM (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso) representa mais de 500 empresas distribuídas em 66 municípios. Além da representação política e técnica, a entidade atua em várias frentes:
Conclusão: O manejo florestal sustentável em Mato Grosso é um exemplo de como floresta em pé, ciência, legislação e desenvolvimento econômico podem coexistir. O que antes era visto apenas como recurso bruto, hoje é reconhecido como capital natural valioso — capaz de gerar emprego, proteger o meio ambiente e movimentar a economia brasileira com responsabilidade.