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CIPEM e Ibama avançam em alternativa para agilizar exportações de madeira por Cuiabá

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  • 2 de outubro de 2026
  • Imprensa Cipem
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Uso do Porto Seco pode reduzir custos e desafogar grandes portos brasileiros.

 

Representantes do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM), do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF), do Ibama e do Porto Seco de Cuiabá se reuniram nesta quinta-feira (1°) para avançar nas tratativas para utilização da estrutura da capital nos procedimentos relacionados à exportação de produtos florestais. A alternativa pode reduzir a dependência de portos como Paranaguá (PR), Itajaí (SC) e Santos (SP), que hoje concentram grande volume de cargas.

Presidente do FNBF e diretor do CIPEM, Rafael Mason classificou o avanço como histórico para o setor. “Estamos fazendo um trabalho junto ao Porto Seco de Cuiabá e ao Ibama para ajudar a desafogar os portos brasileiros e viabilizar as exportações de madeira.

Acreditamos na viabilidade do Porto Seco de Cuiabá e essa pode se tornar uma nova e importante alternativa para os empresários do setor”, afirmou.

Segundo o diretor-executivo do CIPEM, Valdinei Bento dos Santos, um dos principais ganhos seria a possibilidade de identificar e solucionar eventuais pendências ainda em Mato Grosso. Atualmente, problemas detectados somente nos portos marítimos podem provocar atrasos, despesas com armazenagem e, em situações mais complexas, até custos para o retorno da carga ao município de origem.

“Com os procedimentos realizados em Cuiabá, todos ganham, com mais agilidade, menor custo e uma comunicação mais direta entre o setor produtivo e o órgão ambiental. A logística melhora e traz mais segurança para quem produz, quem regula e quem autoriza a exportação”, explicou Valdinei.

A discussão abrange tanto produtos de espécies incluídas na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) quanto outras espécies submetidas aos procedimentos exigidos para exportação. A articulação busca tornar o processo mais eficiente, reduzir custos logísticos e dar maior previsibilidade as empresas de Mato Grosso que atuam no mercado internacional.

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