Conhecido por sua notória dimensão territorial, o Brasil também lidera o ranking de países que mais possuem áreas de proteção florestal no mundo. A informação é da ONU e foi amplamente replicada pelos principais veículos jornalísticos após a recente divulgação do estudo sobre Áreas Protegidas no Planeta, desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Unep (Protected Planet Report). Outra fonte utilizada foi o artigo “O Campeão da proteção florestal”, de autoria do doutor em Ecologia e chefe-geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda para a Revista Oeste, que também faz alusão ao mencionado estudo da Unep.
Nesse sentido, consideramos válido salientar o papel do Manejo Florestal Sustentável (MFS) para a conservação das florestas nativas. O Cipem entende a relevância dos dados apresentados e percebe o MFS como principal agente ativo na missão de manter a floresta nativa em pé e consequentemente, na tarefa de garantir a manutenção da vida e da biodiversidade.
Para garantir o correto entendimento das informações disseminadas, tendo em vista que generalizações e “meias verdades” podem impactar negativamente as empresas mato-grossenses idôneas que trabalham com exportação, o Cipem se pronunciou por meio de nota para esclarecer alguns pontos trazidos em matéria publicada pelo Jornal Estadão, intitulada “Fraudes esquentam madeira brasileira vendida ilegalmente para o exterior”.
Pela forma com que notícias como esta são veiculadas, no lugar de informar, acabam somente por alarmar a população e reforçar um estigma a respeito da madeira nativa do Brasil como um todo. É importante frisar que no Estado de Mato Grosso o desmatamento no Cerrado e da Amazônia reduziram, respectivamente, em 85% e 87% no período compreendido entre 2004 a 2018. Em 2021, até o mês de abril, a redução nos alertas de desmatamento acumula redução de 29%.
Cumpre informar também que, no dia 8 de junho, o sistema de monitoramento por satélite utilizado em Mato Grosso, para prevenir e combater o desmatamento ilegal e os incêndios florestais foi apresentado a embaixadores dos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e União Europeia, tendo sido avaliado como “impressionante” pelas autoridades, fortalecendo a política pública ambiental e as estratégias do Estado no combate a crimes ambientais.
