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Setor Florestal estreita relações com Câmara de Comércio BRASIL-CANADÁ para identificar oportunidades de negócios

Publicado em 08 de Outubro de 2016
Cuiabá (MT) – Setor Florestal reuniu com Câmara de Comércio Brasil-Canadá e Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso, no último dia 11 de outubro, com o objetivo de estreitar relações e identificar oportunidades de negócios. A Câmara de Comércio atua de forma independente a mais de 40 anos com instituições/organizações brasileiras para promover negócios no Canadá e vice-versa.

A Câmara atua em diferentes departamentos, é considerada uma instituição moderna, bem estruturada e sólida, “ressalta-se a questão da neutralidade, não é uma Câmara Canadense no Brasil, e sim, uma instituição independente que trabalha tanto com instituições/organizações brasileiras para promover negócios no Canadá como com instituições/organizações Canadenses para promover negócio no Brasil”, esclarece Paulo de Castro, diretor da Câmara de Comércio Brasil-Canadá.

Paulo de Castro falou, ainda, que “um dos objetivos da Câmara é obter informação filtrada e segura para fazer negócios em geral, neste caso com a madeira, ou seja, identificar oportunidades e colocar as partes em contato direto para concretização da negociação”.

Outro ponto importante apontado pelos representantes é a questão da assertividade, a forma de trabalho da Câmara é direcionada a gerar oportunidade real de negócios para as partes envolvidas.

“Quando a Câmara proporciona, por exemplo, participação em missões internacionais, o objetivo não é apenas levar os empresários, mas, sim, criar a oportunidade real para fechar a negociação, há um checklist diferente voltado para esse fim, seus profissionais preparam os empresários com informações em relação a logística, prazos de entrega, quantidade transportada, valor aproximado do custo de transporte, mapeiam os portos, custo de exportação etc. O foco é criar condições para que os negócios aconteçam e, quando promovem rodadas de negócio, não é no estilo usual, todos falando com todos, ocorrem no formato de reunião isolada entre produtor e comprador específico, assim, o pequeno negocia com pequeno, commoditeis com commoditeis etc.”, explicou Paulo de Castro.

O representante do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), João Carlos Baldasso, apresentou o setor florestal de Mato Grosso, que atualmente é dividido em duas linhas: madeira nativa e madeira reflorestada.

“A floresta natural é maioria e a colheita está organizada com técnicas e regras por meio do PMFS – Plano de Manejo Florestal Sustentável, essa prática assegura a sustentabilidade do negócio, pois, permite extrair apenas as árvores maduras aptas para corte, do ponto de vista ambiental é única forma segura de manter a floresta viva e desenvolver a produção madeireira”, explicou João Baldasso.

Outro ponto relevante destacado por João Baldasso é o sequestro do carbono, por trazer grande benefício ao meio ambiente. “Considerando uma floresta não manejada, quando chega ao fim do ciclo a árvore morre liberando todo CO2 que reteve durante sua existência, já com o manejo, a madeira sequestra o carbono (estoca) quando se torna um produto, como o piso, por exemplo, viga, painel, além das árvores novas/jovens que ficam na floresta, durante todo o ciclo do manejo florestal”, conclui.

A área manejada no estado de Mato Grosso atual é de 3,2 milhões de hectares e a meta do governo é aumentar essa área para 6 milhões até 2030, podendo aumentar a produção para 6 milhões de m³ de madeira ao ano. Dentre as principais espécies nativas que o setor florestal mais exporta estão: Cumaru, Ipê, Jatobá, Maçaranduba, Cedrinho (cerne), dentre outras. Um destaque para a espécie Teca, que tem uma área total plantada no estado de 80 mil hectares, além do Mogno Africano, uma espécie bastante comercial que alcança idade de corte com 17 anos.
João Baldasso destacou, ainda, a organização do setor de base florestal por meio do Cipem, que “é a junção de oito sindicatos espalhados em todo estado, atualmente com aproximadamente 500 associados, o que fortalece as ações coletivas focando no desenvolvimento da cadeia da madeira”.

Armínio Calonga Junior, representante comercial da Câmara, apresentou um número importante, “o Brasil é o quarto colocado nas exportações para o Canadá, porém, os Estados Unidos, primeiro colocado nesse ranking, em 2015, exportou para o Canadá 425 milhões de dólares, enquanto o Brasil apenas 17 milhões, a China é o segundo com 27 milhões. O curioso é que boa parte da madeira que os Estados Unidos exporta para o Canadá é de origem brasileira”, destacou.

Para John W. F. Kirkup, CN e Voluntário da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, o momento de se fazer negócios com o Canadá é agora, pois, “o país pouco sofreu com a crise econômica e está construindo muito, usando como matéria-prima a madeira, além de estar geograficamente bem localizado, próximo a grandes potências como Toronto, Chicago Detroit etc.; e é a porta de entrada para Estados Unidos, ou seja, está se tornando uma plataforma de negócios para outros países”, analisou.

Ao final da reunião, os representantes da Câmara de Comércio Brasil-Canadá convidaram o Cipem para participar da Feira Designer e Construção a ser realizado de 28 de novembro a 12 de dezembro em Toronto.

Com espaço para 1400 expositores e um público que gira em torno de 40 mil pessoas em quatro dias, a feira reúne cinco eventos: Concreto, Equipamentos, Designer, Construção e Iluminação. Essa é uma grande oportunidade de negócio para Mato Grosso e para o setor florestal.