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Para sanar o problema dos resíduos, Prefeitura de Juína se compromete em doar terreno ao setor

Publicado em 08 de Janeiro de 2016
Uma área de 5 alqueires localizadas às margens da MT-170 onde atualmente funciona o depósito de embalagens vazias de agrotóxicos, próximo ao frigorífico.

Por Marcelo Guedes - Assessoria Simno

O problema da falta de uma local adequado para armazenar os resíduos sólidos produzidos pelas indústrias de Juína está próximo de se resolver. O prefeito Hermes Bergamim (PSDB) se reuniu na sede do Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso (Simno) com os empresários do setor de base florestal para discutir a questão.

Na reunião, que contou também com a presença da vereadora Ivani Cardoso Dalla Valle (PSB), atual presidente da Câmara de Vereadores, do empresário Geraldo Bento, presidente do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal e Hilton Campos, ex-prefeito de Juína, o prefeito Bergamim prometeu doar uma área de cinco alqueires localizados às margens da MT-170 onde atualmente funciona o depósito de embalagens vazias de agrotóxicos, próximo ao frigorífico JBS.

O local atende inicialmente a demanda do setor de base florestal, uma vez que as Leis ambientais regulam que os resíduos das indústrias madeireiras precisam ter uma destinação e não podem ficar armazenados nos pátios a céu aberto.

De acordo com o presidente do Simno, Roberto Rios idealizador do movimento, existe uma Lei desde 2010 (Lei 12.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos) que determina a destinação dos resíduos. “Hoje os resíduos estão nos pátios e ao longo do tempo pedimos a vários prefeitos esse terreno, hoje está aqui o prefeito Hermes para doar essa área, assim vamos resolver o problema ambiental e em contrapartida contribuir com a geração de emprego e renda para nosso município, já que os resíduos poderão ser utilizados por alguma termoelétrica na produção de energia”, disse.

O empresário Geraldo Bento, presidente do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal, explicou que a cobrança por uma área vem se estendendo há anos. “Esse terreno é bem vindo ao setor, essa é uma reivindicação antiga que se arrasta a mais de 10 anos. É o momento certo para definirmos essa situação, não podemos esperar mais, o setor não tem mais espaço para depositar resíduos e poderemos criar um grande caos no futuro se esse resíduo não for destinado de forma sustentável”, observou.