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NOTA DE REPÚDIO

Publicado em 25 de Setembro de 2019
 

O Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM) vem a público manifestar seu total repúdio à matéria “Projeto que afrouxa regras ambientais é aprovado pela CCJ”, publicada pela Gazeta Digital, em 24 de setembro de 2019.

O conteúdo, além de sensacionalista, dissemina argumentos fatídicos e contribui com a desinformação ao afirmar que o regramento ambiental mato-grossense está sendo “afrouxado”.

Mato Grosso é reconhecido nacional e internacionalmente como um “Estado-modelo” pela organização dos setores produtivos e sistemas de controle.

A liberação do corte da espécie “pequizeiro” em áreas da Floresta Amazônica, pertencentes ao Estado, ocorreu para:

- cumprimento do correto alinhamento com normas federais, visto que existe hierarquia legislativa a ser seguida;

- embasamento científico que assegura que esta espécie é de grande abundância em suas áreas endêmicas;

- que o manejo sustentável assegure sua perpetuação;

- correção da redação da norma técnica: ao ser editada ficou determinada “por região” e deveria ter sido editada “por bioma”.

O “pequizeiro”, de nome científico Caryocar, divide-se em vários tipos de espécies. O “pequizeiro” atualmente autorizado para comercialização NÃO é o mesmo responsável pelo comércio do fruto “pequi”, bastante consumido na culinária da região há gerações.

O setor produtivo florestal, que tem como seu carro-chefe o manejo sustentável de florestas, se consolidou como a alternativa mais eficaz de assegurar a manutenção das florestas de pé. Entes que tentam contradizer esta verdade demonstram falta de compromisso com a verdade, além de sugerir preocupação apenas em massificar o interesse de deturpar esta imagem para agradar a um público específico. Não aprovar leis e atos que fomentem a economia ambiental de forma racional é atestar despreparo e conhecimento sobre o assunto.

O questionamento sobre o quantitativo de consumo anual de matéria-prima de uma empresa - apresentado na mesma matéria - em nada contribui para o aumento do desmatamento. As indústrias utilizam toras de Projetos de Manejo Florestais Sustentáveis (PMFS’s), ou seja, se a origem é de PMFS’s diferentes, conclui-se a origem SUSTENTÁVEL do produto primário que abastece a produção.

Há que se considerar ainda que são manejadas somente árvores em abundância na floresta, seguindo legislação específica e que, a colheita de toras por meio de PMFS’s é minimamente calculada e previamente aprovada por órgãos ambientais. A colheita, industrialização e comercialização segue ainda uma cadeia de processos eletrônicos que acompanham cada fase de cada árvore, não havendo meios de “burlar” esses sistemas de controle de entes como Sema e Ibama e suas ramificações e correlatos.

Mais uma vez, a prova de que a SUSTENTABILIDADE é realidade indiscutível na cadeia produtiva da madeira de Mato Grosso, reforçando o conceito nacional e internacional de “Estado-modelo” na conservação de florestas

Rafael José Mason

Presidente do CIPEM

 

 

 

 

 

 

 

 

A legislação atual é mais dura e prevê a necessidade de manter florestas para que usa mais de 12 mil metros cúbicos de toras por ano.

 

Tá faltando a parte dos 12mil metros cúbicos para 49,5 mil, que não deu tempo aprofundar. ONDE EU BUSCO MAIS INFORMAÇÕES?