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Governo de Mato Grosso e sua participação no PCI

Publicado em 25 de Outubro de 2016
Cuiabá (MT) – Setor florestal e Secretaria de Estado e Desenvolvimento Econômico (SEDEC) reuniram no dia 29 de setembro, na sala de reuniões do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM), para discutir a participação do setor na estratégia do governo que visa reduzir o desmatamento ilegal a zero.

O CIPEM em parceria com o Instituto WWF-Brasil propõem trazer para Mato Grosso uma plataforma de madeira beneficiada colada e, ainda, outro projeto que visa incentivar por meio de concurso a criação de um novo produto arquitetônico utilizando a madeira curta.

Para Ricardo Russo “o que falta para a base florestal de Mato Grosso é um setor de construção civil voltado para madeira, essa talvez possa ser uma grande oportunidade de agregar valor com qualidade, com tecnologia e mantendo a floresta em pé”. Alexandre Possebon, Secretário Adjunto de Agricultura da SEDEC, afirmou que “o governo é parceiro para fazer o que for preciso para agregar maior valor a madeira, ou seja, trazer a industrialização para o estado e colocar no mercado produto final – acabado. Não se pode mais admitir continuar vendendo madeira bruta da mesma forma que vem sendo feito desde o descobrimento do Brasil, pois, assim, aumenta a área de exploração sem que o retorno seja satisfatório além do fato de que o limite entre o ilegal e o legal fica muito próximo”.

O estado de Mato Grosso possui um grande potencial, os empresários possuem espírito empreendedor e a iniciativa florestal é muito forte e diversa, pois há, além do manejo de florestas nativas, há madeira plantada. Mas, “para que todo esse potencial se reverta em crescimento econômico aliado à sustentabilidade, visando o último acordo do clima, o governo precisa investir e abrir espaço para a indústria da madeira”, reflete Geraldo Bento, presidente do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF).