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Florestal Tech e Investe Madeira Mato Grosso: produtos do PDFS

Publicado em 13 de Setembro de 2016
O Programa de Desenvolvimento Florestal de Mato Grosso (PDFS) retomou as reuniões de seu conselho gestor e ações importantes como Florestal Tech e o programa setorial Investe Madeira Mato Grosso já são realidade.

O PDFS tem por objetivo o desenvolvimento da cadeia produtiva da madeira no Estado. Visando o aumento da área do manejo sustentável e a otimização das operações de manejo e produção das florestas nativas bem como as finalidades de aumentar a disponibilidade industrial e ganhar escala, criando condições para aperfeiçoar as operações florestais diminuindo os custos de transação e promovendo a utilização de espécies secundárias, através do desenvolvimento de produtos e a agregação de valor, para competir no mercado.

Também ajuda na ampliação da área de plantações florestais e melhoria da produtividade e competitividade das florestas plantadas com as finalidades de aumentar a oferta de madeira competitiva para a indústria florestal e para geração de energia; visar ganhos de competitividade, com base no desenvolvimento tecnológico, nos aspectos do melhoramento genético, das melhorias nas técnicas de plantio, fertilização e de manejo e; agregar valor na base industrial para aumentar a participação no mercado nacional e internacional, entre outras.

 

FLORESTAL TECH
Para seguir crescendo e se fortalecendo, aliando produção, lucro e sustentabilidade, o setor demanda constante inovação tecnológica e busca por novos mercados. Para fomentar esses processos, dar visibilidade aos produtos e potenciais da madeira nativa de Mato Grosso e criar um ambiente favorável a novos negócios, o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado do Mato Grosso (Cipem) realizará o 1º Florestal Tech, entre os dias 18 e 20 de outubro de 2017 em Cuiabá (MT).

O evento, realizado em parceria com o Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), WWF-Brasil e Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF), reunirá representantes do setor florestal de Mato Grosso e delegações de várias partes do país e também internacionais para apresentar e discutir as tendências, inovações e oportunidades do setor.

A programação será composta por painéis, palestras, mesas-redondas e exposições sobre novas tecnologias empregadas na madeira e seus potenciais de mercado, com destaque para o uso da madeira na construção civil, nicho defendido pelo Cipem como o futuro do setor florestal no estado a partir da análise do cenário mundial e a crescente demanda por tecnologias ambientalmente sustentáveis.

PROGRAMA INVESTE MADEIRA MATO GROSSO
O novo programa de incentivos à cadeia produtiva da madeira foi construído no âmbito do Grupo Gestor do Programa de Desenvolvimento Florestal Sustentável do Estado de Mato Grosso (GGPDFS-MT), dirigido pela Sedec e composto por diversas secretarias de governo e setores produtivos, a partir de uma série de debates entre os membros e coleta de contribuições.

Para o presidente eleito do Cipem (2017/2019), Rafael Mason, o programa trará benefícios para todo o estado ao incentivar o desenvolvimento das indústrias, que geram empregos e aquecem a economia das regiões produtoras. No entanto, segundo ele, é preciso investir também em estratégias para ampliar o mercado e aumentar a competitividade do produto mato-grossense. “Enquanto produtores, esperamos que o programa incentive o crescimento da indústria, para que o estado não seja mais um vendedor de matéria-prima ou, no máximo, beneficiada. Queremos vender o produto acabado e para isso precisamos de incentivo às indústrias.”, destacou.

Ele observou ainda que a valorização do produto do estado passa também, necessariamente, pelas questões tributária, ambiental e de inovação tecnológica. “Hoje em dia as empresas estão ajustadas à legislação ambiental, mas as burocracias que o órgão ambiental impõe dificultam muito o trabalho no dia a dia, com excesso de taxas, guias, autorizações e documentos em geral. Além disso, a pauta tributária de Mato Grosso é uma das maiores do Brasil, e ainda enfrentamos sérios problemas logísticos. Essas coisas têm que começar a mudar para destravarmos o setor.”, concluiu.