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DIA DO MADEIREIRO: o verdadeiro guardião da floresta

Publicado em 07 de Dezembro de 2020
A atividade madeireira remonta à antiguidade, como fonte de trabalho e produção humana, sendo de vital importância para o desenvolvimento das civilizações. O uso e a exploração da madeira foram a base para a edificação de várias sociedades que nos precederam, e contribuiu para os deslocamentos de várias estruturas, inclusive de poder político e formação de capital.

Em Mato Grosso, a partir da década de 1970 o setor madeireiro assumiu certa expressão devido ao direcionamento do fluxo migratório em direção ao norte do Estado, onde as áreas de Sinop, Vera, Itaúba, Tabaporã, Porto dos Gaúchos, Juara, Juína entre outras, passaram a implantar serrarias e/ou madeireiras de pequeno, médio e grande porte, e esse potencial vem crescendo ordenadamente atualmente por meio do Manejo florestal Sustentável.

Sendo assim, muitas indústrias da base florestal implantaram-se na região atendendo ao “ideário” militar de colonização e ocupação da Amazônia Brasileira. Vários empresários deste ramo, vindos principalmente dos Estados do Sul do País instalaram suas indústrias em algumas cidades ao longo da Rodovia Federal Cuiabá-Santarém (BR-163), onde os Governos Estadual e Federal incentivaram a ocupação da terra e a colheita das madeiras disponíveis naquelas áreas.

A partir de 1983, o setor industrial madeireiro criou condições para a colheita e industrialização da madeira, que se tornou por muitos anos a principal fonte de geração de empregos e arrecadação de impostos para os municípios da região norte, onde teve início esse crescimento industrial em Mato Grosso e, posteriormente, estendendo-se para diversas regiões do Estado que, em mais de 44 municípios, ainda na atualidade, têm na base florestal, seu principal expoente econômico.

Dentre os desafios contemporâneos para a atividade de base florestal é necessário materializar políticas públicas, que estimulem a dupla função deste setor, preocupando-se e conscientizando-se, ou seja, sendo um agente de conservação da biodiversidade regional e fomentador de riquezas a partir de um desenvolvimento autossustentável, buscando caminhos que fortaleçam o seu conhecimento, a fim de alcançar uma melhor eficiência na exploração racional no uso dos recursos naturais e na capacitação de seus trabalhadores.

Ante a atualidade e pertinência para o Mundo, o Brasil e Mato Grosso são fundamentais  e a reflexão sobre o meio ambiente e o uso racional dos recursos (centralidade da questão ambiental) é crucial. A necessidade de pensar no desenvolvimento sustentável como uma estratégia é conquista do nosso tempo e que tão bem os guardiões da floresta - que na data de hoje são homenageados - podem se orgulhar em empunhar e manter hasteada a bandeira da floresta em pé.

A preocupação com o desenvolvimento consciente e equilibrado, por meio do Manejo Florestal Sustentável, precisa fazer parte das políticas públicas de conservação ambiental, baseadas em modelos sustentáveis a partir do conhecimento, em pesquisas, na ciência, integrando e discutindo demandas e desafios de ordem social, política, econômica e ambiental.

Neste sentido, o papel e a importância das Universidades Públicas, da EMBRAPA, dos Centros de pesquisas são fundamentais para um trabalho perene, organizado, com resultados eficientes e eficazes à luz da ciência e da realidade regional.

Pesquisas desta natureza contribuem para a interação do meio ambiente com a indústria madeireira, atendendo desta forma, aos princípios estabelecidos por normas ambientais, tornando-se cada vez mais exigentes em termos qualitativos e que se enquadrem em regras pré-estabelecidas de desenvolvimento sustentável. Para tanto, estes estudos servem como ferramentas que evidenciam a responsabilidade social e ambiental das empresas, sendo resgatados os principais aspectos socioeconômicos voltados ao meio ambiente, e a sociedade de uma forma geral.

Neste crítico momento histórico-social de definição de novas fontes de energia, de preservação dos recursos hídricos e segurança alimentar no contexto das mudanças climáticas, a sociedade precisa redefinir novas estratégias para o futuro da região amazônica.

Assim, o trabalho que o empresário da madeira vem prestando à floresta nativa começa a ser valorizado, pois retrata as práticas culturais e econômicas a partir de um modelo de desenvolvimento que avançou positivamente sobre a Amazônia brasileira.

Então, não há como pensar em desenvolvimento em todos os âmbitos sem a valorização do empreendedor florestal, que bravamente ainda resiste às adversidades e equívocos relacionados à sua imagem. Prova disso é o novo modelo de gestão da produção florestal com investimentos na cadeia de custódia, ou seja, a rastreabilidade dos produtos florestais oriundos da integração dos sistemas de controle estaduais com o Sinaflor (federal), essa prática demonstra que o Brasil detém o melhor sistema de gestão de produção e comercialização florestal conhecido, esse modelo traz garantias de um futuro promissor e seguro principalmente para quem adquire matéria prima florestal para construção civil, fabricação de móveis e design.
Parabéns, bravos!