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Cipem estreita relações com Câmara de Comércio Brasil/Canadá

Publicado em 10 de Abril de 2017
O setor florestal se reuniu com a Câmara de Comércio Brasil-Canadá e Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso, com o objetivo de estreitar relações e identificar oportunidades de negócios. A Câmara de Comércio atua de forma independente, há mais de 40 anos, com instituições/organizações brasileiras para promover negócios no Canadá e vice-versa.

A Câmara atua em diferentes departamentos e é considerada uma instituição moderna, bem estruturada e sólida, “ressalta-se a questão da neutralidade, não é uma Câmara Canadense no Brasil, e sim uma instituição independente que trabalha tanto com instituições/organizações brasileiras para promover negócios no Canadá, bem como junto a instituições/organizações Canadenses para promover negócios no Brasil”, esclarece Paulo de Castro, diretor da Câmara de Comércio Brasil-Canadá.

Paulo de Castro falou, ainda, que “um dos objetivos da Câmara é obter informação filtrada e segura para fazer negócios em geral, nesse caso com a madeira, ou seja, identificar oportunidades e colocar as partes em contato direto para concretização da negociação”.

Outro ponto importante apontado pelos representantes é a questão da assertividade: a forma de trabalho da Câmara é direcionada para gerar oportunidade real de negócios para as partes envolvidas.

O representante do CIPEM, João Carlos Baldasso, apresentou o setor florestal de Mato Grosso, que atualmente é dividido em duas linhas: madeira nativa e madeira reflorestada.
“A floresta natural é maioria, e a colheita está organizada com técnicas e regras por meio do PMFS – Plano de Manejo Florestal Sustentável; essa prática assegura a sustentabilidade do negócio, pois permite extrair apenas as árvores maduras aptas para corte. Do ponto de vista ambiental, é única forma segura de manter a floresta viva e desenvolver a produção madeireira”, explicou João Baldasso.

Outro ponto relevante destacado por João Baldasso é o sequestro do carbono, por trazer grande benefício ao meio ambiente. “Considerando uma floresta não manejada, quando chega ao fim do ciclo, a árvore morre, liberando todo CO2 que reteve durante sua existência; já com o manejo, a madeira sequestra o carbono (estoca) quando se torna um produto, como o piso, por exemplo, viga, painel, além das árvores novas/jovens que ficam na floresta, durante todo o ciclo do manejo florestal”, conclui.

A área manejada no estado de Mato Grosso, atualmente, é de 3,2 milhões de hectares e a meta do governo é aumentar essa área para 6 milhões até 2030, podendo aumentar a produção para 6 milhões de m³ de madeira ao ano. Dentre as principais espécies nativas que o setor florestal mais exporta, estão: Cumaru, Ipê, Jatobá, Maçaranduba, Cedrinho (cerne), dentre outras. Destacam-se, ainda, as espécies Teca, que tem uma área total plantada no estado de 80 mil hectares, e o Mogno Africano, uma espécie bastante comercial que alcança idade de corte com 17 anos.

Para John W. F. Kirkup, CN e Voluntário da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, o momento de se fazer negócios com o Canadá é agora, pois, “o país pouco sofreu com a crise econômica e está construindo muito, usando como matéria-prima a madeira, além de estar geograficamente bem localizado, próximo a grandes potências como Toronto, Chicago Detroit etc.; e é a porta de entrada para Estados Unidos, ou seja, está se tornando uma plataforma de negócios para outros países”, analisou.